Sinto muito mas este blog vai estar a meio gás. É tempo de férias, sestas, piscina e festivais... Boas férias. Site: http://www.lightsoutasia.com/ Origem: Milwaukee, Wisconsin United States
Praticantes daquilo a que se convencionou chamar electronica/indie, os New Young Pony Clubresgatam alguma da produção new wave nova-iorquina mais interessante do final dos anos setenta, com o devido conluio de sintetizadores e demais parafernália rudimentar e, simultaneamente, sofisticada. A Wikipedia diz que merecem mais do que muitos o epíteto new rave. Ou que são descendentes dos LCD Soundsystem. Os londrinos têm a sua presença confirmada no festival Heineken Paredes de Coura. De acordo com a produtora Ritmos, a banda actua no dia 13 de Agosto na Praia Fluvial do Tabuão.
O jovem cantautor de Dublin Fionn Regan é um songwriter eminentemente poético que pratica uma poesia delicada e contemporânea, com um enorme talento melódico e uma voz angelical. Fionn Regan gravou o primeiro disco de forma totalmente analógica (e confidencial), cantando e tocando apenas guitarra.
“He's as gifted a guitarist as Nick Drake, but his poetry is singular and pregnant with complexity… Fionn is a genius.” - Rock Sound –
“these acoustic arias evoke a more rarefied world… Regan is possessed of a rare talent” – NME
Sascha Ring, Apparat, fez carreira pelos caminhos mais tortuosos da música, literalmente. Sinonimo de faixas desconstruídas, arranjos não-comerciais e batidas difíceis de engolir, o alemão apareceu com força no cenário electrónico mundial no começo de 2006. Mesmo possuindo um trabalho já consolidado no meio IDM através de seu selo Shitkatapult, foi depois do álbum Orchestra of Bubbles, parceria elogiada com a estrela minimal Ellen Allien, que a sua assinatura firmou como indicativa de boa música. Sem lançar nenhum material de fôlego desde então, Apparat não saiu de cena. O produtor fez diversas contribuições para o selo de Ellen, o BPitch Control, co-produziu faixas, etc. Pouco mais de um ano após sua orquestra de bolso ter arrebatado ouvidos com sua fórmula exótica e quatro anos desde seu último trabalho a solo, Duplex, Sascha lança o novo álbum, Walls. Este trabalho é acima de tudo um trabalho que segue fiel à sua proposta do começo ao fim. A unidade do disco somado à beleza e inventividade das faixas torna o novo trabalho do produtor um bom contraponto ao aspecto mais gelado das actuais produções alemãs e mais uma pequena jóia para apreciadores do lado mais insólito da música contemporânea. Sascha não faz dançar como nos Orchestra of Bubbles, mas ainda esbanja talento e criatividade.
Os Tunng vão publicar a 20 de Agosto o terceiro álbum de estudio, Good Arrows. Este trabalho da formação inglesa é precedido no dia 13 de Agosto pelo single "Bricks". Tunng fazem uma fascinante mistura de folk acústico com electrónica que nos lembram a música dos Beta Band. A banda de Londres fazem parte da corrente mais conhecida como folktrónica. A música deles é plácida, serena, pastoral e doce. Os dois discos anteriores são excelentes, mas nada comparados ao novo material.
Os Githead contêm um Wire (Collin Newman), dois ex-Minimal Compact (Malka Spiegel, Max Franken) e, vá lá, um Scanner (Robin Rimbaud). Art Pop amplifica a faceta mais pop dos Wire, enquanto faz contas ao estado do mundo e de quem cá está metido. Aos temas é aplicada uma camada de sofisticação que cria uma sensação de formigueiro electrónico omnipresente no cenário. Não admira, por isso, que «Drop» soe a uma espécie de Roxy Music catatónicos da fase Brian Eno, remodelados em fibra de carbono. Já o contestatário «Drive By» tem a qualidade abrasiva do punk e «Lifeloops» dá um intervalo às erupções electrónicas, avançando com a voz de Spiegel.
Bat for Lashes é um quarteto que funciona, na realidade, como o projecto solista de Natasha Khan. Esta inglesa originaria de Brighton lançou o álbum de estreia Fur and Gold em Setembro de 2006. Segundo a Sra. Khan, o "Gold" refere-se ao glamour, ao misticismo, ao ornamento, à feminilidade; por outro lado, o "Fur" evoca um lado animal, escuro, selvagem. Musicalmente, Bat for Lashes produz um indie artístico que nos lembra Mirah, Cat Power, CocoRosie o Kate Bush. As canções podem parecer algo austeras, mas realmente creio que isto é o seu principal atributo. As melodias têm um certo tom sombrio, que se vê acentuado com as vocalizações de Khan.
Porventura o nome Shannon Wright não significará nada para muitos, mas com certeza não foi esquecido por todos os outros que há cerca de um ano tiveram a oportunidade de partilhar uma intensidade mágica e ímpar num concerto seu de abertura para os Calexico. Tal como tudo ou quase tudo, também Shannon Wright não surgiu do nada. Originária de Jacksonville, a primeira banda de Shannon foram os Crowsdell, os quais após um EP e dois álbuns de originais, foram literalmente despachados pela sua editora, a Big Cat Records. A opinião de Shannon acerca da indústria discográfica em geral não era agora propriamente cor-de-rosa, e todo este processo conduziu inclusive ao desaparecimento da banda, e à mudança de Wright (que agora se encontrava em N.I.), para uma quinta na Carolina do Norte. E foi precisamente aí que a sua carreira a solo se começa a desenvolver, através de um prolífero processo de composição que viu no piano o complemento perfeito para a guitarra. É assim que surge em 1999 "Flight Safety", o qual denota já uma enorme maturidade a nível de composição, bem como uma fluidez e convergência de referências e abordagens sonoras invejáveis. Seguem-se então "Maps of Tacit" e ainda "Perishable Gods", e eis então que chegamos a "Dyed In The Wool", porventura o disco mais grandioso e belo que até hoje fez. Se a sua requintada produção, bem como o dedinho de notáveis convidados como Steve Albini ou Andy Baker, foram essenciais ao resultado final, foi contudo a enorme virtuosidade também a nível instrumental de Wright que uma vez mais se revelou de facto determinante na composição, estando a cargo dela pianos, guitarra, órgãos, teclados, bateria, e claro a voz. Voz essa cujo registo grave pode ser perturbante pela forma profunda e visceral com que exalta emoções intensas ou suave de um modo ferido e tocante, singular na sua autenticidade e expressão. Mas singular é ainda toda a manta sonora que compõe "Dyed In The Wool", tecida numa enorme variedade de elementos e abordagens, cuja enorme consistência melódica, vai desde a crueza densa e quase frenética das guitarras eléctricas (com reminiscências de Blonde Redhead), por dedilhares melancólicos ou hipnotizantes de guitarras e pela grandiosidade quase em jeito de elegia épica dos pianos juntamente com os violinos. A subtil magnificência dos arranjos que podem ser soturnos e densos, criando um clima obscuro e sombrio aqui quase omnipresente, por vezes revestem-se ainda de um carácter cinemático grandioso ou mesmo cabaret, e ascendente de uma forma quase orquestral. O mais curioso em tudo isto é que estes elementos se fundem de uma forma tão consistente e perfeita, que revelam uma forma de ver a música como um todo que surge naturalmente de Wright.
Shannon Wright publicou em Maio o novo trabalho “Let in the light”. É a continuação de Over the sun e conta novamente com a colaboração de Andy Baker. Neste álbum Wright toca todos os instrumentos à excepção do baixo a bateria.